Ela não entendeu,
não entendeu minhas palavras.
Doeu quando percebi,
quando vi, quando senti.
e ela seguiu sem ter entendido.
Disse-lhe que era o fim,
ela disse que não,
que talvez não,
que possivelmente não,
mas era o fim.
Da minha parte,
O fim.
É insuportável ver o amor
que tanto criou e lapidou
(e lapidou!)
tendo um fim
que não a comunhão,
que não a construção,
mas aí não vou botar a culpa em ninguém.
É tempo de viver,
tanta gente chateei,
gente disposta a amar,
a viver, também,
e eu lá preso no meu circunflexo.
indo e vindo pra machucar.
Levanto a âncora.
Agora sei,
e entendo (tão) perfeitamente,
a origem da dor
que doía todas as vezes que queria
e não conseguia
escrever esta poesia.
Adeus.
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