segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Me ganhou e a perdi - retrato do presente em um mês de férias qualquer

Diferente de outrem, não gosto de me expor conforme o meu passado; acredito que somente presente e futuro são discutíveis, o passado não volta - a menos que se assista Donnie Darko - e também não tem conclusão. Antes que eu possa prosseguir com meus raciocínios e/ou relatos sentimentais, passado é experiência e relato, sendo que ambos são passiveis do ponto de vista. Logo, a questão do passado não é seu caráter histórico, mas sim historiográfico. Assim, temos que o passado é imutável, mas a concepção dele é mutável, o que só reforça a ideia de não me expor confiando em meu passado. Mas ele existe...

Agora, gostaria de expor minhas queixas do presente. Gostaria, inclusive, de deixar claro que a minha intenção jamais será a de deixar claro. Ora, sendo eu um jovem que se consome na velhice, que é a juventude e os seus saberes, estou apenas apto a direcionar pouco mais precisamente o sentido da subjetividade de qualquer tipo de relação. Então, de forma nada pragmática, ao menos serei metódico.

Quanto às relações acadêmicas, estou bem. Estou bem porque não faço ideia de quão ruim é estar como estou e de quão ruim pode ficar de alguma forma que eu possa estar. Já que sou otimista, daqueles que preferem ver o copo meio cheio a ver o copo meio vazio, estou apenas me posicionando favorável à desilusão. E assim faço por me imaginar achando o oposto, o que só traria más consequências. Quanto aos fatos, não tive mais reprovações, nem notas boas, o que ainda me deixa em posição desfavorável.

Quanto às relações profissionais, estou vivo. E o mais importante de tudo, é que estou feliz. Sem mais mentiras.

Quanto às relações pessoais, bem, temos um problema. Esse campo é muito vasto, muito mesmo. Poderia até dividir ele em 3 partes: amigos, família e demais. Mas dessa forma, eu estaria me enganando, já que todos têm uma certa similaridade. Já vi o que eu chamava de amigas passando para a parte 'demais', como ultimamente tenho visto pessoas do 'demais' passando para a parte 'amigos'. E do grupo 'família', eu prefiro me abster pra não falar o que não devo.

Seria muito abusado da minha parte falar sobre cada parte das relações pessoais, mas posso ser sucinto, o que já eufemiza um "eu abusado." Nós amigos, temos, a maioria, concordado que é tempo de mudança e devemos nos focar neste tempo para não cair (mais uma vez) no conforto. Nós, família, estamos dispersos e isso sem previsão de conserto. Há mais um ponto e, antes de o dizer, (meus) versos:
Pode me pisar, mas pise fundo.
Pode me cuspir, mas cuspa com vontade.
Pode me agredir, mas agrida com força.
Atenha-se, pois a mim não é recomendado o apego!
Atenha-se, pois a mim não é recomendado o carinho!
Atenha-se! Sou sentimental e extremamente falho.
Bem, encerro por aqui, dando minha opinião sobre os 'demais' das minhas relações pessoais no presente: ilusões e desilusões.

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