domingo, 11 de novembro de 2012

Quem sabe

Ah, matemática e filosofia, onde vocês foram me levar? Por que essa subversão, essa conspiração contra o mundo, contra a vida? Por que me levaram para tão longe de onde meus pés estão? Por que me fazem ser tão desastrado com as pessoas que tenho algum sentimento? E por que tão canalha com aquelas que não desenvolvo um sentimento? Sou tão ser humano falho e instintivamente podre, não sei se estou apto a viver socialmente. Das gírias mais populares, um verdadeiro oito-oitenta. Isso me assombra.

Queria viver mais nesse mundo da Terra, pois vide a expressão, o mundo da Lua tem uma gravidade muito diferente da que estou acostumado. Mas também já não sei mais se estou tão desacostumado assim, é tudo tão inédito, cada dia parecendo anos, que talvez todos esses anos sejam suficientes para adquirir o costume.

Queria também ser mais comum, mais normal; igual aos que converso ou observo. Dói muito querer falar aquilo que não se pode dizer àquele que está ali para te ouvir. É uma dor que desfigura os sentidos e você não sabe se está ali para comover a pessoa com palavras rebuscadas de fonética agradável com pronúncia sensível ou assustar a pessoa com palavras simples porém drásticas. É tudo bem problemático.

Problemático é dizer qualquer coisa que faz sentido na mente, mas em ondas sonoras perde a tendência, a linha de raciocínio; perde-se de si próprio. Problemático é explanar pensamento exaustivo, evasivo e vagabundo! E isso consome a alma, justamente porque pode ser o típico pensamento de mim.

Ah, conjecturas e arte abstrata. Por que tanto me atraem? Por que tanto admiro aquele poema do Fernando Pessoa? Minha mente já não está mais suportando essa barra, parei com meus vícios e agora estou me viciando em confusão. Para cada religião há uma solução diferente, para cada tipo de médico há uma cura diferente, e por fim, para cada amigo há uma deliberação sentimental diferente. Não sei se alguém pode me ajudar senão eu, mas também acho que não preciso de ajuda, preciso é de mais sobriedade.

E quem sabe não seja questão de surpresa contra a tendência desilusiva? Quem sabe...

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