Não sei o que quero da vida, nem se quero algo da vida, aliás, não sei se sei algo, até mesmo aquilo que sei que não sei. Tudo isso porque contestei, fui atrás logo da essência, do que me mantinha vivo, dos motivos para não resistir à tentação de deixar esse mundo e conhecer a sensação da morte. Fui atrás de muito, e sem ter base alguma, acabei cá, a relatar aquilo que não sei.
Deve ser o amor no ar - a amizade de época longínqua e aquilo que descobri a respeito dos meus sacrifícios. Mas pode ser o ar de épocas difíceis na universidade, o ar da carência em razão daqueles que sempre estiveram tão próximos e hoje tão inexistentes. Ou será nada e eu apenas vivo um momento, daqueles inúmeros que já tive, que reflete minhas complexidades mentais. Sendo essa ultima a mais plausível.
Eu não sou uma pessoa complexada, sou gente boa das idéias bacanas. Ao menos, eis o que tento me convencer mentalmente a cada vez que ouço sobre o meu método confuso de pensar, agir, falar. E não é pra tanto, muitas das minhas idéias são tão simples, de uma natureza tão bacana, que acho que o inferno são os outros. E quanto à confusão? Os outros! Sou um ser utópico das mentiras descaradas, não há porque temer, sei que não sou o estranho da história. - Ofensas à parte.
Também posso afirmar que sou uma pessoa extremamente difícil de se lidar; às vezes, discuto comigo mesmo. Mas a grande realização da vida não é recondicionar-se a cada dia para poder se adaptar às condições mais diversas e mesmo assim seguir um caminho pré-planejado contando com a variabilidade e sendo feliz? Não, pra falar a verdade, acho que não. Nem bem entendi o que explanei, ou estou dizendo que não entendi para que isso fique cômico - Interpretações à parte.
Mas atendo-me ao que interessa, sou complicado mesmo, diariamente vejo pessoas dando as costas a mim por conta da minha irritabilidade, ao mesmo tempo vendo pessoas que deram as costas voltarem a falar comigo, talvez por conta do meu jeito pseudo-cômico. Como as pessoas mais despreocupadas dizem, não ligo. Como as pessoas mais clichês dizem, quem está comigo sempre esteve e nunca virou as costas. Aí fica a mercê daquele que me lê - caso seja a vontade de entender o que realmente quero dizer - que busque a satisfação das minhas mentiras e corrompa com as minhas verdades, pois só assim para obter minha sinceridade.
Quanto aos fatos que circundam essa época estranha, faz frio, e se bem vejo o céu, quase que não o vejo: é noite. Entretanto, o frio e a escuridão não me assombram. Talvez só o frio, talvez não, talvez nada...
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