Um céu bem preto e branco, vejo apenas o cinza. Descuido e inquietação, vejo apenas atitudes sem noção. Amor e paixão, vejo apenas que não deveria dizer a respeito. Ah, mais uma explanação sentimental ou uma teoria filosóficosocial nesse blog? Talvez de tudo um pouco, mas sem alcool dessa vez, quero tratar-me sériamente.
Por vezes, procurei encontrar um equilíbrio entre minha mente e o meu coração. Mas sempre que chego próximo a isso, encontro uma barreira e geralmente não consigo passar. Isto é, me apaixono ou descubro que estou muito carente de inteligência - só pra eufemizar a autodenominação de burro -. Ultimamente venho atingindo níveis intelectuais anteriormente desejados, mas imagine o que isso acarreta. Paixão... paixão!
E não sei se por razão do momento ou de tudo aquilo que penso quando não estou a escrever, essa paixão é diferente. Parece que me identifiquei com alguém de qualidades tão diferentes, que é algo contraditório. Mas diferentemente belo, diferentemente entusiasmante, instigante. Instigantemente apaixonante. Uma pessoa que sempre sorri, mas sorri das mais rebuscadas coisas, hoje sorrindo a toa. Pareço estúpido, tenho medo disso. Essa estupidez vem criando até limites, bem possivelmente por causa do passado e as frustrações do mesmo, mas limites que impedem-me de sorrir nos momentos mais propensos a isso, assim firmando uma confusão mental. Olhe como minha mente está contraditória! E isso não é nada...
Sempre buscando justificativas para os erros, só pra dizer que a intenção foi fazer algo certo. Às vezes, apenas um surto de timidez. Mas devemos justificar com os mais belos argumentos, mascarando-nos. E por quê isso?! Não sei, gostaria de entender um pouco mais a mente humana, confesso. O problema é que certas atitudes podem gerar desencanto, mas não pretendo ser explícito, ou seja, as indiretas aqui escritas são minhas aliadas. E isso também cai na regra de justificar os erros.
Aí com tantas complexidades tanto da mente quanto do coração, fica difícil realmente determinar uma tendência para a vida, pelo menos algum plano para as próximas semanas. E essa falta de rotina me deixa louco, me deixa sem qualquer palavra para descrever como eu sinto, apenas falando sobre pensamentos e mais pensamentos. Mas esses não geram sensações estranhas no corpo, no máximo opiniões geradas sobre essas mesmas sensações. E, bem, esse assunto é complicado demais pra dizer e talvez íntimo e pessoal demais pra deixar aqui, onde qualquer um pode ler.
Então, por força da ética, fica apenas essa descrição curiosa e amena do que penso, que provavelmente insinue algo a respeito dos sentimentos, dos meus. E, pela força do hábito, sem conclusões muito dedicadas, pois a interpretação vale ouro, diamante e sangue agitado nesse mundo que a informação já é tão mastigada.
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