quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sobre as férias mais aguardadas da minha vida

 Hoje não é sobre um grande amor que perdi, nem sobre um grande amor que surgirá, nem sobre cigarro, nem sobre a empolgação de ter consciência de ser como sou, nem sobre a solidão, nem sobre a solitude, nem sobre exercícios físicos, karatê, capoeira, natação, ortografia, neurociência, matemática, jurisprudência, lata vazia de refrigerante.

 Eu estou cansado.

Hoje foi minha última reunião do ano, do meu primeiro ano de pós-doutorado. Desde que defendi o doutorado, não parei - estava desempregado, era problema social, dava aulas particulares, terminei tese, continuei trabalhando na pesquisa, eu, enfim, não parei.

Durante o doutorado, um período extremamente intenso de pandemia já no terceiro mês, depois um relacionamento em tão poucos meses seguintes, que evoluiu rápido e em pouco tempo estava morando junto, com uma criança a quem tive que aprender (e que em vários momentos, deixei a desejar como referência), uma pesquisa a realizar, tese a escrever, de repente, novos trabalhos pois a bolsa era curta, e mais trabalho, mais trabalho, preocupações doutorais e da vida [de quem é pobre], eu não tive férias. Saí uma vez, foi uma bela de uma pausa, um belo de um momento, mas naquele momento, não deu tempo de descansar. Depois término, fim de emprego, pressão da tese, coisas dando errado. A depressão bateu, segurou, agarrou e assim seguiu até bem pouco tempo atrás, bem depois da defesa. Sendo justo, foi um único período de férias na metade dos longos 4 anos e meio, mas que mal deram pra tirar o desgaste.

Antes disso, mestrado. Não tive férias de novo, mas teve término no meio, dessa vez com outra namorada, mas essa a dor foi mais branda, teve problemas de saúde na família, os amigos que fiquei tanto tempo sem ver, não tive férias mas me reconectei.

Antes do mestrado, eu não tinha grana pra nada que não fosse um bar de rock, mas tudo bem! Nessa época eu não estava desgastado. 

Devo dizer que quando defendi, saiu um peso das costas, mas não consegui descansar, foi um período trágico. A depressão tomava conta de mim nos instantes em que não estava com os outros. Devo tirar uns dias pra repensar o mundo, repensar a vida, espero que repensar tudo da melhor forma possível. 

Este não é meu texto mais bonito, nem bem escrito, nem nada. É só um desabafo pra quem quer que queira ler, seja outrem, seja o Denis do futuro. Vou sumir das redes, espero, por um tempo. Eu mereço a paz que tanto me espera pra voltar com tudo numa verdadeira nova versão. Não vou pro tudo ou nada, mas espero me surpreender com o que vem após esse período.

Obrigado, você certamente foi importante nesse processo. 

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