terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Praça da igreja

Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.

As flores exalam seu cheiro,
Deixando tudo ameno,
Que até num momento sereno,
O tempo passa ligeiro.

A poesia é um grito
De autores desavisados
Que até em momento aflito
Chegam a ser recompensados.

E nesse grito tão humano e ímpar,
Reside um louco inconsequente,
Sem nenhuma vertente,
Apenas admirando o estar.

Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.

Enquanto a imaginação do poeta vive,
Abençoada pelas euforias do cotidiano,
Ele sente, tão mundano,
As alegrias que também tive.

Eu não sou um desses,
Poesia não é o meu forte,
Escrevo com rimas e com preces,
Abusando da sorte.

Se hoje meu tom é melódico,
Ontem não era assim,
Era doloroso e sem fim,
Um tanto quanto melancólico.

Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.

Agradeço aos meus chegados
Pelo peso de sua fala!
Hoje eu já arrumei a sala,
Só me preocupo com alguns calçados.

Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário