Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.
As flores exalam seu cheiro,
Deixando tudo ameno,
Que até num momento sereno,
O tempo passa ligeiro.
A poesia é um grito
De autores desavisados
Que até em momento aflito
Chegam a ser recompensados.
E nesse grito tão humano e ímpar,
Reside um louco inconsequente,
Sem nenhuma vertente,
Apenas admirando o estar.
Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.
Enquanto a imaginação do poeta vive,
Abençoada pelas euforias do cotidiano,
Ele sente, tão mundano,
As alegrias que também tive.
Eu não sou um desses,
Poesia não é o meu forte,
Escrevo com rimas e com preces,
Abusando da sorte.
Se hoje meu tom é melódico,
Ontem não era assim,
Era doloroso e sem fim,
Um tanto quanto melancólico.
Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.
Agradeço aos meus chegados
Pelo peso de sua fala!
Hoje eu já arrumei a sala,
Só me preocupo com alguns calçados.
Bate o sino,
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.
Crica o grilo,
Canta a cigarra
Melodia que amarra.
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