A dor do meu calcanhar
E o gelo do meu coração.
Existe toda uma união,
Que me impede de chorar.
Uma dor agoniante,
Culpa do último futebol,
Ou quem sabe culpa do meu Sol,
Que me deixa em momento frustrante.
Ela tinha sumido,
Nunca mais me dado um oi,
Ontem veio e me deixou perdido,
Mas neste momento já se foi.
Queria entender porque errei,
Porque tenho esse jeito meio inconstante,
Saber qual foi o exato instante
Em que me decepcionei.
Esse meu jeito meio sem sal
Esconde uma centena de sentimentos
Quem sabe num desses momentos,
Eu descubra algo crucial.
Ela mexe comigo
E com a minha poesia,
Não me sinto seu amigo
Nem na sombra da fantasia.
Deve ser porque eu sou diferente:
Racionalmente, um cara centrado;
Espiritualmente, desastrado;
Tenho um coração surpreendente.
Faço coisas inimagináveis no violão,
Escrevo linhas das mais bonitas no caderno,
Mas toda minha vida parece um inferno,
Porque dela vivo com o não.
Espero que um dia tudo mude,
Pra que mais nenhum amigo comente,
Pode ser uma mudança de atitude,
Da mais inconsequente.
Só não quero mais chorar,
Porque muito me dói o calcanhar.
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