quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Porta sem chave

Não tenho dias,
Nem caras,
Nem flores,
Nem cores,
Nem dores,
Amores
De uma vida sem sal.

Perdi o riso
Conciso,
Intenso;
Estou tão tenso
Com essa tarde de quarta que vai surgir.

Então pergunto:
Pretérito,
Onde foi que eu errei?
Sabia que seria assim,
Então continuei.

Na amargura do jardim,
Vi uma rosa transviada,
Meio laranja, champanhe;
Foi ela que me entregou.

E agora vejo o presente,
Conjugado,
Como se fosse verbo,
Neologismo,
Mas isso é particípio.

Meu peito reclama,
Com ardor,
Com a chama
Tranquila,
Aquela que nos mantem vivos.

Eu diria que isso é culpa
De uma preguiça mal pensada,
Uma alegria escancarada,
Que deixou de fazer sentido.

E é assim que minha vida tem fluído.

Nenhum comentário:

Postar um comentário